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PENSAMENTOS GEOGRÁFICOS do PIBIDIANO DE GEOGRAFIA JÚNIOR CESAR 

 

"Pra você que faz cara feia quando eu digo que faço GEOGRAFIA ou solta um "Hum, que legal" extremamente irônico...

Só tenho a dizer que a amplicidade dessa ciência me torna a cada dia uma pessoa melhor e aumenta ainda mais o meu amor pelas diversas Geografias que rodeiam a todos. ...   Minha graduação me permite ousar a te falar um pouco sobre o universo ou da formação da Terra. Posso te explanar sobre a dicotomia do urbano X rural ou te fazer me odiar falando de política.   Posso ainda demonstrar como a dispersão dos biomas estão intimamente ligados à composição do solo, ao clima e dentre outros fatores.   Posso te ensinar a diferença de clima e tempo e te fazer perceber o quanto é engraçado quando você diz "Como está o clima hoje?" e te aborrecer falando de economia ou dos males do capitalismo.   Posso mostrar rochas, minerais e o dinamismo das formas e estruturas do relevo.   Posso ainda, descobrir contigo outras cidades, estados, países e continentes, e outros planetas também!   Conto histórias também, do PR, do Brasil e do mundo e quebro a cabeça com problemas matemáticos da nossa amiga Cartografia.   Questiono os problemas da educação geográfica e modifico meu modo de ensinar, para despertar a busca sagaz em aprender Geografia.   São tantas ciências que a Geografia engloba, que posso ter me esquecido de algo que está ao meu domínio. Mas é isso, não existe uma ciência melhor do que a outra, mas se existisse, a Geografia seria uma forte candidata!   A Geografia mexeu comigo e me fez amá-la incondicionalmente.   Enfim, a Geografia é uma mãe que te acolhe e te faz refletir, questionar e propor soluções para o mundo. Ela está em toda parte, até mesmo dentro de você."

 

 

 

 

 

 

 


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Ato de “colar” é cultural e mostra falência do sistema educacional

Países que apresentam altos índices de alunos “colantes” são, em sua maioria, os mesmos que apresentam problemas de corrupção

 

Resultado de imagem para charge de cola em prova

 

Essenciais para medir a aprendizagem, provas são parte do cotidiano escolar, mas fraudes e colas estão presentes na sala de aula juntamente com as avaliações: pesquisa realizada nos EUA mostra que 51% dos estudantes de ensino médio colam nas provas. 

 prática é mais recorrente entre os alunos de escolas de elite, que teoricamente estariam mais bem preparados. Porém, segundo o estudo, a preparação dos alunos não é o problema.

LEIA MAIS: Descendentes de japoneses são mais inteligentes; herança cultural explica

“A cola, infelizmente, é um aspecto cultural, uma transgressão como outras que o adolescente tende a cometer”, diz Julio Inafuco, mestre em Educação Científica e diretor do Colégio Positivo. “É uma questão de formação, que as escolas devem trabalhar fortemente”, segue.

Aspecto cultural 

De acordo com especialistas, a raiz cultural do ato de colar em provas é social. Trabalho desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão indica se tratar de uma prática ligada tanto a problemas de aprendizagem quanto a aspectos culturais da escola e também da sociedade.

“O ato de ‘colar’ pode ser encarado como um ‘aspecto cultural’ da escola, pois essa prática já se tornou comum e rotineira entre os alunos”, dizem os pesquisadores. “Países que apresentaram altos índices de alunos ‘colantes’ são, em sua maioria, os mesmos que apresentam problemas de corrupção”, completa. 

Segundo a pesquisa, a dimensão cultural está acompanhada de falhas no processo de ensino e aprendizagem: dificuldades de aprendizagem e a busca por bom desempenho são alguns dos motivos principais para recorrer à cola. 

“O estudante que vai para a prova sem ter estudado é o que tenta se apoiar em um recurso como a cola, com a expectativa de conseguir um colega que lhe passe as respostas. O padrão de aluno que cola é aquele que não tem uma efetiva participação e que vai para a avaliação contando com a sorte”, diz Julio Inafuco. 

 Nesse sentido, incentivos a uma participação mais ativa dos estudantes no processo de ensino e aprendizagem pode mudar a perspectiva em relação ao próprio desempenho. 

“As escolas devem mostrar que o resultado obtido pelo aluno deve ser consequência do seu empenho. Ou seja, mesmo que o aluno não obtenha a nota máxima, se ele fez seu melhor, devemos reconhecer o esforço, estimular e incentivá-lo a evoluir”, explica Julio. 

Solução

Inafuco aponta que um trabalho desenvolvido desde os primeiros anos de escolarização mostra resultados no comportamento dos estudantes. Para isso, professores devem ter uma atuação de orientação e formação do aluno, não apenas repressão ao comportamento inadequado. 

 

“É possível corrigir esse comportamento, sobretudo com alunos que já entenderam qual é o papel da escola e se sentem incomodados de agir mal”, conta. 

Com as colas fazendo parte da rotina das provas escolares, uma mudança pedagógica pode ser a saída, tanto para a falta de preparo que causa insegurança nos estudantes, quanto nas metodologias de ensino e avaliação que levam a colas. 

“O ato de colar indica o fracasso da proposta pedagógica do professor”, aponta Denise Camargo, professora de Pedagogia na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Tuiuti. “Evidencia que alunos não aprendem porque professores não estão repassando o conteúdo da forma que ele absorva: você não pode por 40 pessoas em uma sala de aula e esperar que todos aprendam igualmente”, completa. 

Pressão

Pesquisa conduzida por psicólogos aponta ainda que estudantes colam mais em disciplinas que colocam maior ênfase em provas tradicionais e notas. Do mesmo modo, a ocorrência de colas é menor quando eles percebem que o professor enfatiza a importância do processo de aprendizagem e do domínio do conteúdo ensinado. 

“A prova, na verdade, mostra apenas a memorização, mas não mostra se realmente o aluno sabe generalizar a aprendizagem dele, aplicar aquilo que aprendeu em outras situações. Cada aluno tem um processo de desenvolvimento. Ele tem que mostrar como está avançando dentro desse processo”, destaca Denise. 

Segundo ela, as formas de avaliação devem ser repensadas para destacar todos os aspectos da aprendizagem, e não apenas a memorização. 

“A prova, da forma que é colocada, é incorreta. Provas são geralmente construídas em cima de uma dimensão de aprendizagem que é a memória, mas não aprendemos só memorizando”, explica. “Precisamos começar a discutir outras formas de avaliações”, conclui. 

 Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/ato-decolar-e-cultural-e-mostra-falencia-do-sistema-educacional

 

 

Qual é a melhor forma de organizar as carteiras na sala de aula?

Veja quatro formatos possíveis de organização e quais interações são favorecidas em cada um deles

Por: Pedro Annunciato, Laís Semis
Ilustrações: Lucas Magalhães

 

Imagine uma situação em que você, educador, está na posição de quem aprende. Pode ser em um congresso, curso ou formação – até mesmo aquelas reuniões da secretaria. O que você prefere: passar todo o tempo sentado em intermináveis fileiras ou assumir uma postura mais participativa, com discussões em grupos ou círculos? “Os professores gostam de sair da ‘pedagogia da nuca’ – em que todos se vêem de costas – e interagir com os colegas. Mas quando você pergunta se fazem isso nas suas salas, pouquíssimos fazem”, comenta Célia Senna, formadora de professores da consultoria INovAÇÃO.


A discussão sobre qual seria a melhor maneira de organizar os alunos na sala de aula acompanha a evolução da Pedagogia nas últimas décadas. O modelo tradicional, de fileiras individuais justapostas em linhas paralelas, tem sido posto em xeque por limitar o ensino à aula expositiva e não favorecer a interação entre alunos e entre estes e os professores. “No Brasil, em redes nas quais as concepções construtivistas entraram com mais força, a transformação da organização mais convencional em grupos ou círculos tornou-se a regra”, conta Cláudia Dalcorso, sócia-fundadora da Elos Educacional.

Afinal, existe formato ideal? “Na verdade, isso depende da intencionalidade pedagógica, isto é, dos objetivos que o docente espera que os alunos alcancem”, explica Marília Novaes, formadora de gestores da Comunidade Educativa Cedac. Segundo ela, não se trata de adotar um e abandonar o outro para garantir melhor aprendizado. “A sala pode e deve mudar conforme a necessidade do momento”, defende.

O ponto central na escolha do formato deve contemplar o desenvolvimento de habilidades de colaboração e troca entre os colegas – o que nem sempre é fácil para quem está habituado à estrutura tradicional de sala de aula. Para compreender melhor as propostas e implicações de cada forma de organização, listamos as vantagens que oferecem no processo de ensino-aprendizagem.

Fileiras individuais ou U (meia-lua)

 

Os dois formatos permitem que o educador trabalhe aulas expositivas, apresentações em vídeo, filmes e situações em que é necessário o apoio da lousa. O esquema tradicional, porém, tem seus críticos. “Colocamos os alunos durante cinco horas olhando um para a nuca do outro e queremos que se sintam estimulados?”, questiona Célia Senna. Para a especialista, a meia-lua ou U sai na frente. “Quando o aluno vê a sala como um todo, consegue interagir mais com os colegas, o que é muito favorável para a aprendizagem”.

Esse formato proporciona contato visual entre todos os presentes e favorece o debate coletivo, além de manter a possibilidade de foco no professor e na lousa – que não precisa ser demonizada. Há momentos em que a lousa é a opção mais eficiente para apoiar uma explicação ou registrar as questões de uma discussão.

 



Já Cláudia Dalcorso acredita que há alguma utilidade nas fileiras, especialmente em ambientes espaciais mais limitados. “Em certos momentos, a aula tem um foco central, que pode ser uma exposição oral, um vídeo, o trecho de um filme, e a sala não possui espaço suficiente para acomodar todos os alunos e as mesas em formato de meia-lua”.


Outro ponto que pode pesar na escolha tem muito mais a ver com a postura do professor e como ele se conecta à sala de aula. “É preciso considerar que o professor, às vezes, se sente mais confortável ao explicar um conteúdo para a sala em fileiras. Não precisamos descartar o modelo a priori, nem nos amarrarmos a ele”, pondera Marília Novaes, da Cedac.

Duplas ou trios




Esse formato é recomendado para uma interação mais direta entre os alunos. “É uma composição muito utilizada em atividades de produção de texto e de alfabetização, em que se podem construir duplas produtivas”, explica Claudia. O professor pode, por exemplo, propor uma atividade de escrita juntando um aluno com escrita ortográfica (isto é, que já domina a norma padrão da língua e é capaz de construções mais complexas) e outro que ainda não alcançou o mesmo nível, mas é criativo e pode ajudar na elaboração da história. Também pode unir um aluno alfabético e outro silábico para que troquem conhecimentos, ou ainda estudantes com saberes diferentes de matemática para resolver um problema que exige vários procedimentos.

Célia Senna atenta, no entanto, que na composição ideal, os integrantes das duplas não se sentam um ao lado da outro, mas um  de frente para o outro. O modelo favorece a interação e discussão entre os dois colegas. “Pode parecer só um detalhe, mas dirigir o olhar e a discussão dessa maneira são favorecidos”, diz.

Grupos (quatro ou mais alunos)



Os grupos formados por um número maior de alunos são indicados nos casos em que é preciso levantar hipóteses, investigar diferentes itens e pluralizar o olhar sobre o objeto de aprendizagem. Aumentam-se as informações e olhares sobre o processo – com a possibilidade de desenvolver outras habilidades e competências que não são possíveis no trabalho individual. “Trabalhar em grupo – independentemente de você ser chefe ou funcionário – é algo que encaramos ao longo de toda a vida”, diz Célia. “As dinâmicas de sala em que há trabalho em equipe favorecem esse desenvolvimento”. 

Habilidades como negociação, argumentação, responsabilidade compartilhada, divisão e delegação de tarefas são desenvolvidas à medida que as crianças se veem diante dos desafios do trabalho em equipe. Quando a formação de grupos é pontual, ou seja, acontece algumas vezes, é mais difícil desenvolver tais habilidades do que quando se cria uma dinâmica de equipe. “O grupo começa a se autogerir”, explica a especialista. “Mas o professor deve observar essa dinâmica para intervir nos grupos em que um aluno, por exemplo, não está colaborando. Isso ajuda tanto esse indivíduo quanto o grupo a se desenvolver”. 

LEIA MAIS Como agrupo meus alunos?

Para a formadora, a dinâmica de organização da sala vai ganhando agilidade à medida que os estudantes vão se familiarizando com a proposta. Idem para comportamento. “Os problemas de comportamento não são maiores do que quando os alunos estão enfileirados”, defende Célia. De acordo com ela, a agitação é maior na formação ocasional de grupos, do que quando estão acostumados a trabalhar com esse formato.  “A questão de ter o ‘controle’ da turma também não desenvolve a autonomia dos estudantes”. 

E onde deve ficar a mesa do professor?
No modelo tradicional, a mesa do professor geralmente está localizada à esquerda da lousa, para não atrapalhar a visibilidade. Saindo do modelo de fileiras, a mesa do professor pode ficar em qualquer lugar da sala, já que ele irá circular entre as equipes. Idem no semicírculo: a mesa fica fora da roda. Isso implica em maior mobilidade para o docente, que mantém os alunos em seu raio de visão, o que estimula o contato.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/11093/qual-e-a-melhor-forma-de-organizar-as-carteiras-na-sala-de-aula?

 

 

 

Fonte: http://www.pensarcontemporaneo.com/morin-educar-educadores/

 

 

Ivan Illich - "Sociedade sem Escolas"

 

 

 

 

Escola no modelo “industrial” está com os dias

contados.

Modelo “professor fala e alunos escutam” é questionado por especialistas em educação. Educação de qualidade, dizem, foca no aprendizado individual 

 

Projeto Nave, no Colégio Estadual José Leite Lopes, no Rio de Janeiro: alunos participam ativamente do processo de aprendizagem. | Salvador Scofano/Secretaria de Educação RJ

 

Imagine uma sala de aula. Se vier à mente um espaço em que um professor explica o conteúdo e 30 alunos sentados ouvem sem se mexer, pense de novo. Esse modelo de escola “industrial”, em que uma aula expositiva serve para todos, está com os dias contados. Embora ainda haja resistências tanto de professores, que querem continuar passando da mesma forma um conteúdo para a turma toda, como de pais e alunos, especialistas em educação afirmam que ao pensar em aprendizado, não se pode deixar de considerar as características individuais dos estudantes e a forma como cada um retém o conhecimento.

Essa educação com foco no ‘um a um’ é conhecida por vários nomes, como ensino “caracterizado” ou “personalizado”. O ganho principal da prática é o de levar em conta as etapas de desenvolvimento de cada estudante e, assim, alcançar um melhor desempenho.

“Com a vida mais urbana, a escola seguiu a padronização, funcionando como uma linha de produção. Mas essa escola onde soa uma sirene e todos fazem o mesmo já se mostrou ineficiente há um bom tempo. É impossível que 30, 40 alunos aprendam ao mesmo tempo quando alguém ensina de um jeito só”, explica o psicopedagogo Júlio Furtado, mestre em Educação e doutor em Ciências da Educação. “Nesse cenário, o ensino caracterizado se mostra uma saída interessante para o modelo de escola que se quer ter”.

Historicamente, o professor se viu como detentor do conhecimento, como alguém que tem o saber em sua cabeça e tem de transmitir para a dos alunos, que está vazia. Com a evolução da educação, quem pensa assim pode cair em uma depressão intelectual achando que será rebaixado para um simples orientador, explica Furtado. “Ainda formamos professores no padrão de 50 anos atrás, licenciaturas formam docentes especialistas em conteúdo, não em aprendizado. O professor que entendeu que seu papel é fazer o outro aprender faz aulas coletivas mais raramente, senta mais em pequenos grupos e diz, inclusive, que com isso passou a economizar a voz”, afirma.

Caminho

A primeira tarefa de um professor é buscar conhecer profundamente os alunos de sua turma, saber como agem, onde têm mais facilidade na aprendizagem, se retêm informações melhor ouvindo, visualmente ou interagindo em grupos ou sozinhos. Diante disso, é preciso ir além da aula expositiva, criar métodos ativos que foquem no aluno, de acordo com Josemary Morastoni, coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Positivo. Nesse sentido, o professor precisa estar em constante mudança, buscando novas formas de dar aula e jeitos diferentes de trabalhar com cada aluno. “Nas diretrizes curriculares, nós trabalhamos com a questão do pensar diferente, para que o professor saia do ‘quadradinho’. Diferentemente do ensino tradicional, focar nas possibilidades e não nas dificuldades facilita a aprendizagem do aluno.”

Imagine uma sala de aula. Se vier à mente um espaço em que um professor explica o conteúdo e 30 alunos sentados ouvem sem se mexer, pense de novo. Esse modelo de escola “industrial”, em que uma aula expositiva serve para todos, está com os dias contados. Embora ainda haja resistências tanto de professores, que querem continuar passando da mesma forma um conteúdo para a turma toda, como de pais e alunos, especialistas em educação afirmam que ao pensar em aprendizado, não se pode deixar de considerar as características individuais dos estudantes e a forma como cada um retém o conhecimento.

Essa educação com foco no ‘um a um’ é conhecida por vários nomes, como ensino “caracterizado” ou “personalizado”. O ganho principal da prática é o de levar em conta as etapas de desenvolvimento de cada estudante e, assim, alcançar um melhor desempenho.

“Com a vida mais urbana, a escola seguiu a padronização, funcionando como uma linha de produção. Mas essa escola onde soa uma sirene e todos fazem o mesmo já se mostrou ineficiente há um bom tempo. É impossível que 30, 40 alunos aprendam ao mesmo tempo quando alguém ensina de um jeito só”, explica o psicopedagogo Júlio Furtado, mestre em Educação e doutor em Ciências da Educação. “Nesse cenário, o ensino caracterizado se mostra uma saída interessante para o modelo de escola que se quer ter”.

O principal desafio desse modelo é mudar a mentalidade do educador. “Há tempos o professor tem a postura de preparar uma aula e, se os alunos não aprendem o conteúdo, surge uma série de justificativas para culpá-los”, afirma Isabel Parolin, psicopedagoga consultora educacional pela Educação Presente. “O maior obstáculo é alterar o conceito do que seja ensinar e aprender. O professor precisa entender que a boa aula não é aquela em que ele apresenta o conceito, passa atividades e cobrar na prova. A boa aula favorece que aluno pense sobre conteúdo e se aproprie do conhecimento”, diz.

Historicamente, o professor se viu como detentor do conhecimento, como alguém que tem o saber em sua cabeça e tem de transmitir para a dos alunos, que está vazia. Com a evolução da educação, quem pensa assim pode cair em uma depressão intelectual achando que será rebaixado para um simples orientador, explica Furtado. “Ainda formamos professores no padrão de 50 anos atrás, licenciaturas formam docentes especialistas em conteúdo, não em aprendizado. O professor que entendeu que seu papel é fazer o outro aprender faz aulas coletivas mais raramente, senta mais em pequenos grupos e diz, inclusive, que com isso passou a economizar a voz”, afirma.

 

Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/escola-no-modelo-industrial-esta-com-os-dias-contados-8uljokjxckfk37sl3p23butzw